Mark Tremonti não faz questão de acompanhar as novidades da música atual baseada em guitarra. Se tiver que escolher entre ouvir os novos heróis do rock ou colocar um disco de Frank Sinatra para tocar, a decisão já está tomada. O guitarrista do Alter Bridge prefere, sem culpa, o som do icônico cantor.
Em entrevista à New Noise, Tremonti falou sobre o próximo álbum da banda e comentou sua relação com composição, inspiração e tendências do rock. Segundo ele, não existe muita pressão para seguir o que está em alta. “Normalmente os riffs vêm primeiro. Depois, as letras e a melodia”, explica. “Intuitivamente, você solta o que a música puxa de você.”
O processo foi levado ao limite durante as sessões no lendário 5150 Van Halen Studios, em Los Angeles, com apoio de Wolfgang Van Halen. O maior desafio, segundo Tremonti, não foi falta de ideias, mas evitar repetir fórmulas após mais de 20 anos de estrada. “É uma jornada constante”, diz. “Você precisa garantir que não está repetindo estruturas, progressões, melodias ou letras.”
Para manter tudo fresco, ele busca novos caminhos: instrumentos diferentes, afinações alternativas, loops de bateria ou até softwares inusitados. E, apesar de reconhecer que músicas simples e comerciais podem ser as mais difíceis de escrever, Tremonti não se preocupa muito com o que toca no rádio hoje. “Não perco muito tempo acompanhando o que está rolando no momento, porque posso simplesmente tocar um disco do Frank Sinatra.”




