A ideia de que a guitarra perdeu espaço no rock e entre os músicos mais jovens não convence Zakk Wylde. Para o guitarrista do Black Label Society, o instrumento continua forte e desperta o interesse de uma nova geração.
Em entrevista publicada na edição mais recente da Guitar.com, o músico falou sobre alguns de seus guitarristas favoritos da atualidade e aproveitou para rebater quem considera que a guitarra estaria em declínio.
Entre os nomes citados está Richie Faulkner, guitarrista do Judas Priest e integrante da Elegant Weapons. Zakk destaca características como vibrato, técnica e timbre para explicar por que considera Faulkner um músico completo.
“Ele tem vibrato, técnica, timbre, tudo”, afirmou Zakk, que também mencionou Dario Lorina, guitarrista do Black Label Society, entre os músicos que admira.
Zakk Wylde acompanha uma nova geração
A lista também inclui nomes de diferentes vertentes da guitarra contemporânea. Jared James Nichols e Tyler Bryant aparecem como exemplos de músicos jovens que mantêm uma ligação forte com o blues.
Segundo Zakk, os dois demonstram domínio do gênero e entusiasmo pelo estilo. A relação com músicos de gerações diferentes também aparece quando ele cita Tosin Abasi, do Animals as Leaders, e Tim Henson, do Polyphia.
Embora Abasi já tenha uma trajetória consolidada, Zakk o coloca ao lado de nomes que representam caminhos mais recentes para o instrumento. Já Henson aparece por influência do próprio filho de Wylde, Hendrix, que é fã do Polyphia e do estilo do guitarrista.
A variedade dos nomes citados também mostra que, para Zakk, a vitalidade da guitarra não depende de um único gênero. Blues, metal, rock e propostas mais experimentais fazem parte de um cenário que continua produzindo novos guitarristas.
“A guitarra está indo muito bem”
Foi ao comentar diretamente a ideia de que a guitarra estaria “morta” que Zakk adotou um tom mais enfático.
“Sempre que ouço alguém dizer: ‘A guitarra está morta’, penso: ‘Do que você está falando? Em que mundo você vive?’”, declarou.
Para o guitarrista, basta observar a quantidade de músicos jovens dedicados ao instrumento para perceber que a afirmação não corresponde à realidade.
“A guitarra está indo muito bem. Há muitos jovens músicos que amam o instrumento e estão se dedicando muito a ele”, acrescentou.
A declaração ganha peso justamente pela trajetória de Zakk. O músico construiu sua carreira no heavy metal e no hard rock, tornou-se conhecido mundialmente por sua parceria com Ozzy Osbourne e lidera o Black Label Society desde o fim dos anos 1990.
Mais do que defender a guitarra como símbolo de uma geração anterior, porém, sua fala aponta para a diversidade de caminhos que o instrumento encontrou entre músicos mais jovens. Da tradição do blues às abordagens técnicas e experimentais do rock contemporâneo, há espaço para diferentes linguagens.
A guitarra, pelo menos para Zakk Wylde, está longe de pedir aposentadoria.






