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Uma das maiores fabricantes de guitarras do mundo, a Gibson declarou falência ontem (1º). No entanto, a empresa apresentou um plano de continuidade comercial, aceito pela maior parte de seus credores.

Motivo

A companhia realmente vive uma crise financeira, com dívidas de 500 milhões de dólares. O maior motivo foi a queda de vendas dos eletrônicos de consumo em diversos países. Essa estratégia equivocada começou em 2014 com a compra da empresa de entretenimento holandesa Philips por US$ 135 milhões.

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Neste momento, o grupo finalmente decidiu recuar e se concentrar nos instrumentos musicais e nos sistemas profissionais de sonorização, de acordo com comunicado oficial. Os negócios de eletrônicos de consumo no exterior serão reduzidos.

Reestruturação

Sob o plano de reestruturação, credores incluindo SilverPoint Capital, Melody Capital Partners LP e fundos afiliados ao KKR Credit Advisors vão trocar dívidas por participação acionária na empresa reorganizada.

“Este processo será praticamente invisível para os clientes, que podem continuar confiando na Gibson para fornecer produtos e atendimento ao cliente incomparáveis”, diz o presidente-executivo Henry Juszkiewicz, que adquiriu a Gibson em 1986.

Segmento musical

De acordo com a Gibson, o segmento de instrumentos tem números positivos. As vendas de suas guitarras, por exemplo, cresceram 10,5% no último ano, chegando a 122 milhões de dólares. A Gibson vende cerca de 170 mil guitarras anualmente em mais de 80 países.

Juszkiewicz e o presidente da empresa, David Berryman, controlam juntos cerca de 85% do capital da Gibson Brands, de acordo com documentos apresentados em um tribunal especializado de Delaware.

As informações são do G1 e da Exame.