Tony Iommi com uma Epiphone

Durante uma conversa recente com a equipe do The Herald, Tony Iommi falou sobre sua relação com a música ao envelhecer e também lembrou os heróis do rock que se perderam com o abuso de substâncias.

“Eu amo estar no palco, mas tive de parar de fazer turnês porque não posso continuar terminando os shows tarde e voltando para o hotel às cinco da manhã. É triste, mas não estou me excluindo – ainda estou bem envolvido, tocando e compondo. Farei coisas em breve, mas não tanto em turnê”, diz.

“Quanto mais velho você fica, mais você sente. Quando nós tínhamos 20 anos, ficávamos acordados a noite toda. Tentamos fazer isso na última turnê, mas eu estava ficando muito cansado”.

Leia também: Tony Iommi “está pronto” para reunião do Black Sabbath em 2022

Sobre John Bonham, Lemmy e Keith Richards

O guitarrista do Black Sabbath citou alguns exemplos de colegas músicos. “Eu vi muitos dos meus amigos ou pessoas dessa área usarem drogas ou qualquer outra coisa e morrerem, de John Bonham em diante. John era um bom amigo. Ainda vi outros colegas irem de maneira semelhante por meio de drogas e álcool. Abuso… Você fica sozinho e entediado no hotel, então tenta encontrar algo para fazer em outro lugar. Lemmy, por exemplo, era a definição do rock and roll. Ele era quem queimava a vela em ambas as extremidades o tempo todo, mas, em algum momento, você precisa dizer: ‘Eu não posso mais fazer isso’”, explica.

“Mesmo com Keith Richards… Estou impressionado com o fato de ele estar como está. Eu tiro meu chapéu para ele. Sabe, a música sempre foi o amor da minha vida, mas isso às vezes me causou problemas. Quando eu era casado… Sua música toma conta e você acaba ficando no estúdio a noite toda ou em turnê, e seu casamento se perde. Mas agora estou muito, muito feliz”, encerra Iommi.

O guitarrista foi alvo de uma matéria especial na edição #028 da revista Guitarload. Deseja conferir o material exclusivo sobre o músico? Então faça parte da plataforma Music Clan.