Muitos fãs de Michael Angelo Batio já se perguntaram: por que o guitarrista segura a palheta de forma tão peculiar? Essa questão foi respondida, agora, em entrevista ao Ultimate Guitar.

Batio é conhecido por segurar a palheta de modo menos convencional, em um estilo semelhante ao de Marty Friedman e Pat Metheny. Apesar disso, funciona bem para ele: não à toa, é um dos shredders mais conhecidos do mundo da guitarra.

A explicação é um pouco mais simples do que parece. “Hoje, eu meço 1,85m, mas eu era baixinho quando era criança. E foi na infância que comecei a estudar guitarra de jazz. Tinha uma guitarra Ovation Tornado, que parecia um ES335. Meu braço era pequeno e eu sou canhoto. Ninguém me mostrou como segurar uma palheta e sempre usei palhetas de jazz”, disse.

Ovation Tornado (Foto: divulgação)

Michael Angelo Batio destacou que começou a aprender sozinho e, depois, teve um professor – que nunca entendeu por que o jovem Batio gostava tanto das palhetas de jazz. Quando ficou mais velho (e mais alto), o guitarrista fez um estudo específico sobre palhetas e descobriu que, pelo menos para ele, era melhor seguir tocando daquela forma.

“Eu movimento bem pouco o pulso e o cotovelo. Muitos guitarristas tocam de um lado para o outro, o que requer mais movimento de pulso e cotovelo. Tenho isso bem pouco: meu pulso se mexe como se fosse cumprimentar alguém. Nunca me machuquei, então, continuou assim”, afirmou.

Citando o estudo feito com palhetas e formas de utilizá-las, Batio disse que sua técnica funciona bem. Atualmente, ele trabalha em aprimorar sua habilidade de “palhetada fluida”, como John McLaughlin, Al Di Meola e Joe Bonamassa.