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Brian May é um dos guitarristas mais queridos e idolatrados da música. Ele fez história com o Queen, além de ter lançado trabalhos solo e feito participações em álbuns do Black Sabbath, Five Finger Death Punch, Meat Loaf e até Paralamas do Sucesso!

Recentemente, muitas pessoas ficaram incrédulas quando leitores da revista Total Guitar elegeram Brian May como o melhor guitarrista da história. Nem o próprio May se enxerga dessa forma e reconhece que há músicos como Jimi Hendrix e Eric Clapton que podem estar à sua frente, mas não dá para desprezar as contribuições desse cara à guitarra e à música como um todo.

É inegável que Brian May é dono de um timbre peculiar, conhecimento apurado de escalas e criatividade que fez do Queen uma das bandas mais revolucionárias da história. O músico é do tipo que “joga para o time” e não faz nada além do que a música pede, seja um solo cheio de feeling ou uma passagem breve numa canção onde seu instrumento está em segundo plano.

Diante disso, a lista a seguir busca apresentar alguns dos melhores solos de Brian May no Queen. Não se trata de um ranking definitivo ou algo do tipo: são apenas momentos memoráveis, citados em ordem aleatória, para celebrar o legado deste gigante músico.

Alguns dos melhores solos de Brian May

‘Bohemian Rhapsody’

Talvez o solo de guitarra mais conhecido do Queen. Ao mesmo tempo, muitas pessoas acabam não se lembrando que há solo(s) nessa música devido aos outros momentos geniais, especialmente em que os backing vocals operísticos aparecem. Ainda assim, é uma passagem brilhante de Brian May, que sempre caprichava ao mesclar digitação e uso de escalas com bends incríveis.

‘Innuendo’

Dá para dizer que essa música não tem exatamente um solo definido, mas uma série de passagens que podem ser enquadaradas como solo. Começa no trecho em que Brian May e Steve Howe tocam violão clássico, com o solo assinado pelo músico do Yes e Asia, atuando como convidado por aqui. Depois, a faixa descamba para uma passagem igualmente eletriznate com guitarra distorcida. Tudo isso mostra a complexidade do trabalho de May e do Queen como um todo. Excelentes arranjadores.

‘I Want It All’

Ok, qual solo? O do começo ou do meio? Os dois! ‘I Want It All’ é uma das músicas mais “pancadas” do Queen e não poderia ser diferente, já que se trata de uma composição de Brian May. Aqui, ele aparece com destaque não apenas nos solos de guitarra, como em toda a canção.

‘Killer Queen’

Apesar de ser uma canção quase toda guiada pelo piano, com aparições discretas de guitarra, ‘Killer Queen’ traz um dos melhores solos de Brian May. Soa envolvente não apenas pela escolha das notas, como também pela timbragem configurada pelo músico.

‘The Show Must Go On’

Outra composição do guitarrista, concebida após Freddie Mercury dizer a ele para criar uma música que soaria como um recado dele, à beira da morte devido ao HIV, a todo o mundo. Inspiradíssimo, um dos melhores solos de Brian May flerta com algumas casas extremas do braço da guitarra, explorando o feeling que uma canção desse calibre acaba pedindo.

‘Somebody to Love’

Em uma das músicas mais belas do Queen, o brilho não está apenas nas vocalizações de Freddie Mercury e dos backing vocals, como, também, no solo recheado de bends e e bons fraseados de Brian May. A timbragem escolhida pelo guitarrista também é um destaque.

‘Chinese Torture’

E vamos de instrumental! Rara música do Queen sem vocais, ‘Chinese Torture’ soa experimental por trabalhar certos timbres tipicamente oitentistas, especialmente com efeitos sintetizados, enquanto Brian May esmiúça algumas regiões do braço de sua guitarra. É uma boa representação da criatividade do músico.

‘Don’t Stop Me Now’

É aquele velho conselho… “fazer o que a música pede”. Em ‘Don’t Stop Me Now’, Brian May poderia optar por uma abordagem mais exibicionista, mas preferiu trabalhar pelo time e construiu um solo que fazia sentido naquela música, que se destaca, mesmo, pela batida rápida em meio aos versos cantados por Freddie Mercury. Os fraseados tocados quando Freddie retoma o vocal se encaixam perfeitamente ao clima da canção.

‘Brighton Rock’

Em seus tempos iniciais, o Queen era um pouco mais exibicionista. Por isso, ‘Brighton Rock’ soa quase como um solo de guitarra com vocais gravados ocasionalmente. O tom experimental dessa canção ganha uma característica curiosa com os solos quase cantaroláveis de May.

‘Tie Your Mother Down’

Uma das músicas que melhor traduzem a criatividade de Brian May enquanto músico. Autor da canção, o guitarrista se destaca em toda a construção da melodia, do riff inicial aos solos influenciados pelo blues rock. Não à toa, ela representava um dos momentos mais divertidos dos shows da banda.