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Morreu, aos 73 anos, o guitarrista e vocalista Peter Green. O músico era notável por ser um dos fundadores do Fleetwood Mac, banda que integrou até o ano de 1970 – ou seja, antes do sucesso gigantesco, a partir de 1975, já com a vocalista Stevie Nicks.

A notícia de seu falecimento foi divulgada pela família. “É com muita tristeza que a família de Peter Green anuncia sua morte, ocorrida neste fim de semana, pacificamente, enquanto dormia. Informações adicionais serão divulgadas nos próximos dias”, diz o texto.

Apesar da causa não ter sido revelada, sabe-se que Peter Green tinha o estado de saúde delicado. Em 1970, ele saiu do Fleetwood Mac em meio ao vício em drogas e problemas mentais – ele foi diagnosticado com esquizofrenia.

Peter Green é considerado um dos guitarristas mais influentes da década de 1960 e do movimento blues rock que emergia naquele período. Suas músicas já foram regravadas por nomes como Aerosmith, Judas Priest, Jimmy Page e Gary Moore, entre vários outros.

Além disso, Green foi elogiado publicamente por músicos do porte de B.B. King (a quem era comparado pelo estilo de tocar) e Eric Clapton. King, por exemplo, comentou que o ex-Fleetwood Mac tinha “o tom mais doce” que ele já havia ouvido. “Era o único que me deixava com calafrios quando eu o ouvia”, afirmou.

O Fleetwood Mac foi fundado por ele, após sair do John Mayall & The Bluesbreakers, junto do baterista Mick Fleetwood. A formação foi completa por Jeremy Spencer na guitarra e John McVie no baixo.

Foram gravados apenas três álbuns com Peter Green – ‘Fleetwood Mac’ (1968), ‘Mr. Wonderful’ (1968) e ‘Then Play On’ (1969) -, além de alguns singles, antes de seu afastamento em 1970. Desde então, sua carreira teve momentos de reclusão, devido à sua saúde, e de retornos com álbuns solo e outros projetos.

Em nota, Mick Fleetwood lamentou a morte do antigo colega. “Peter foi o homem que fundou o Fleetwood Mac comigo, John McVie e Jeremy Spencer. Ninguém jamais se juntou à banda sem prestar reverência a Peter Green, a seu talento e ao fato de que a música deve brilhar e sempre ser entregue com paixão intransigente”, afirmou.