Por que Dimebag Darrell, do Pantera, não usava amplificadores valvulados

A maioria dos guitarristas tem preferência por amplificadores valvulados, mas não era essa a opção de Dimebag Darrell, lendário músico do Pantera. O produtor Terry Date explicou o motivo em recente entrevista.
Foto: Paul Natkin / reprodução / Facebook

A maioria dos guitarristas prefere amplificadores valvulados, especialmente por seu timbre considerado mais natural e orgânico. Porém, o lendário Dimebag Darrell, do Pantera, não curtia esse tipo de ampli.

A informação foi revelada pelo produtor Terry Date, que trabalhou com o Pantera em seus álbuns mais clássicos da década de 90 – de ‘Cowboys from Hell’ (1990) a ‘The Great Southern Trendkill’ (1996). O profissional abordou o assunto em entrevista ao podcast DTW, com transcrição via Ultimate Guitar.

Date revelou, inicialmente, que nunca pressionou Dimebag Darrell a mudar seus equipamentos. “Não pego um guitarrista e digo: ‘gosto de sua guitarra e de seu equipamento, mas você deveria usar o meu’. A menos que fosse muito ruim, eu sempre queria que o guitarrista mantivesse seu som. Ele deve ter orgulho por desenvolver seu timbre”, afirmou.

O guitarrista do Pantera era notável por usar guitarras Dean e amplificadores Randall, com timbragens bem específicas. Curiosamente, ele próprio tentava fazer a transição de um amplificador transistorizado para um valvulado, tão usado por vários músicos de heavy metal, mas nunca dava certo.

“Sempre tentamos usar um amplificador valvulado, ao menos lá no começo, e isso nunca funcionava. Ele gostava daquele ‘crunch’ do Randall”, disse Terry Date.

O produtor concluiu: “Meu trabalho não é mudar o som dos músicos. Meu trabalho é refletir com precisão o que ele estava ouvindo na frente de seu amplificador, em volumes mais baixos, na sala de controle. Se está bom em volume baixo, então, quando eu aumentar, ficará ainda melhor. Esse era o objetivo”.

Dimebag Darrell, Pantera e profissionalismo

Fora dos palcos e estúdios, os músicos do Pantera eram notáveis por ser uma banda de muitas festas. De acordo com Terry Date, as “farras” nunca atrapalhavam o trabalho de gravação.

“Eles eram muito sérios, embora selvagens. Era tudo muito sério, mas quando as coisas ficavam intensas demais, eles começavam a chapar, aí tudo ficava divertido de novo. Era uma combinação de tudo. Não havia um momento de tédio sequer, mas eles nunca ferravam com o trabalho deles. Eram muito sérios com relação ao que queriam fazer”, revelou o produtor.

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