O que falta nos jovens guitarristas de hoje, na visão de Neal Schon

Os jovens guitarristas de hoje em dia não impressionam tanto o veterano Neal Schon, famoso por seu trabalho com o Journey. Em entrevista, ele explicou o motivo.

Os jovens guitarristas de hoje em dia não impressionam tanto o veterano Neal Schon, famoso por seu trabalho com o Journey, Bad English, Hardline, entre outras bandas. Em entrevista ao jornalista Eddie Trunk, o músico destacou um dos elementos que mais falta entre os novos músicos.

Conforme transcrito pelo site Ultimate Guitar, Neal Schon comentou que falta aos jovens guitarristas dar atenção aos artistas antigos, especialmente de blues. “Eu queria que os músicos mais novos ‘mergulhassem’ nos discos de antigamente e buscassem a raiz de tudo, que é o blues”, afirmou.

Em seguida, ele citou alguns nomes para que esses iniciantes comecem a explorar. “Eu realmente mergulhei nisso, toquei músicas de B.B. King, Albert King, Michael Bloomfield, Eric Clapton, Jimmy Page, Jeff Beck, Jimi Hendrix”, disse, também mencionando músicos clássicos do rock.

Para o guitarrista do Journey, artistas como os que ele citou “soam atemporais porque eles têm emoção”. “Hoje, ouço muita ‘ginástica’ na guitarra, com escalas aceleradas. Para ser honesto, nunca estudei as escalas em toda a minha vida. Nunca estudei teoria”, afirmou.

Neal Schon, teoria e blues / soul

O conhecimento teórico de Neal Schon consiste em outro campo, distante da guitarra. “O que eu realmente estudei foram cantores e instrumentistas de sopro. Eu amava Aretha Franklin, estudava o vibrato dela, o movimento bluesy dela. Mesmo criança, com 13 ou 14 anos, lembro de parar e ouvir os discos dela e ver shows dela no Fillmore West de San Francisco. Eu ficava arrepiado, emocionado”, declarou.

Por conta disso, Schon pensa que artistas de blues e soul music devem ser mais ouvidos pelos músicos de hoje. “Todos pensam que devem ser os mais rápidos, mas tudo ficou tão rápido. Eu era conhecido como um guitarrista rápido no início dos anos 70, quando me juntei ao Santana. Quando Eddie Van Halen, tudo mudou. Outros guitarristas seguiram sua técnica de tapping, que dá mais agilidade, e eu nunca soube nada disso, pois não tinha vontade”, disse.

Concluindo, Neal Schon comentou: “Eu gostaria que os novos músicos entrassem na velha alma da música, pois é isso que faz a música viver para sempre – e é o que falta na música atual. Adoraria poder citar que eu gosto de um novo artista, mas não fui tão tocado por algum atual. Ouço fragmentos que gosto, mas não há um esforço conjunto completo que eu goste, diferentemente de antes”.

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