A D’Addario publicou um novo comunicado tentando encerrar a controvérsia envolvendo o vídeo de demonstração das cordas NYXL HD. Depois de dias de críticas e especulações sobre o suposto uso de inteligência artificial para criar a música da campanha, a fabricante afirmou que não utilizou IA generativa na composição ou gravação da faixa, mas reconheceu o uso de ferramentas de IA durante a etapa de masterização.
O posicionamento representa a resposta mais detalhada da empresa desde o início da polêmica e inclui um pedido público de desculpas pela demora na comunicação.
Entenda o caso
A controvérsia começou quando guitarristas passaram a questionar a autenticidade da música usada no vídeo promocional das novas cordas NYXL HD. Muitos usuários apontaram artefatos sonoros, afinação e dinâmica semelhantes aos encontrados em produções geradas por inteligência artificial.
Na tentativa de rebater as acusações, a D’Addario divulgou um vídeo mostrando a sessão de gravação da faixa. Porém, a resposta acabou gerando ainda mais desconfiança, já que diversos músicos identificaram diferenças entre a gravação exibida e o áudio presente na demonstração oficial.
O caso ganhou força nas redes sociais e repercutiu entre influenciadores e profissionais do mercado da guitarra.
Empresa diferencia IA generativa de IA assistiva
Na nova nota, a D’Addario afirma que a música foi composta e gravada por um funcionário da empresa e descreve detalhadamente o processo de produção.
Segundo a fabricante, o timbre final recebeu um processamento intenso, incluindo compressão, equalização, Auto-Tune, diversos sintetizadores e plugins. Além disso, a mixagem final passou por assistentes inteligentes de masterização, como o Mastering Assistant do Logic Pro e o serviço LANDR.
A empresa reconhece que essas ferramentas utilizam inteligência artificial para auxiliar na masterização, mas ressalta que isso é diferente de gerar a música automaticamente.
“Compartilhamos da preocupação crescente de que a IA generativa possa afastar o músico do processo criativo”, afirmou a empresa.
Pedido de desculpas
A D’Addario também admitiu que a comunicação inicial foi insuficiente.
“Sabíamos que não tínhamos nada a esconder; só precisávamos entender por que nossa percepção da situação era tão diferente da comunidade. Pedimos sinceras desculpas pela demora na resposta e pela confusão causada.”
Debate continua
Embora o novo comunicado tenha recebido apoio de artistas ligados à marca, como Yvette Young, Plini e Mike Dawes, parte da comunidade permanece cética.
A controvérsia acabou ampliando uma discussão que vem ganhando espaço na indústria musical: onde termina o uso legítimo de ferramentas inteligentes de produção e começa a criação por inteligência artificial generativa. No caso da D’Addario, a empresa sustenta que a música sempre foi humana, mas reconhece que o uso de recursos de masterização baseados em IA contribuiu para a confusão que alimentou a polêmica.





