A D’Addario confirmou que utilizou inteligência artificial generativa na criação da música de um vídeo promocional das cordas NYXL HD. A empresa havia negado anteriormente as acusações.
A fabricante de cordas publicou um novo comunicado após semanas de críticas nas redes sociais. Segundo a D’Addario, uma revisão interna confirmou que o Suno Studio foi utilizado para regenerar a faixa apresentada na demonstração.
“Cometemos um erro. Concluímos uma revisão completa e confirmamos que o Suno Studio foi usado para regenerar a faixa original”, afirmou a empresa. A D’Addario também reconheceu que havia compartilhado informações imprecisas sobre o processo e pediu desculpas.
Empresa havia negado uso de IA
A controvérsia começou após a publicação de um vídeo promocional das cordas NYXL HD. Usuários apontaram características na música que levantaram suspeitas sobre o uso de inteligência artificial generativa.
Inicialmente, a D’Addario negou as acusações e chegou a compartilhar uma sessão de gravação no Logic Pro como evidência de que a faixa havia sido produzida por músicos.
A explicação, porém, não encerrou a discussão. Internautas identificaram diferenças entre a sessão apresentada e a gravação utilizada no vídeo, incluindo mudanças que, segundo os críticos, não poderiam ser explicadas apenas por ferramentas convencionais de mixagem e masterização.
Posteriormente, a empresa afirmou que recursos de inteligência artificial não generativa do Logic e da plataforma LANDR poderiam explicar parte das diferenças.
A própria LANDR chegou a se manifestar sobre o caso, enquanto a discussão continuou entre músicos e produtores.
D’Addario muda política sobre IA
Na nova declaração, a fabricante reconheceu que a música havia sido regenerada pelo Suno Studio. A empresa também afirmou que recebeu informações incorretas sobre a origem da faixa antes de publicar o conteúdo.
A D’Addario declarou ainda que não apoia música gerada por inteligência artificial e anunciou mudanças em seus processos internos.
A partir de agora, funcionários e parceiros criativos deverão informar qualquer utilização de IA generativa em materiais produzidos para a marca. A empresa também prometeu revisar com maior rigor o conteúdo antes de sua publicação.
“Não apoiamos música gerada por IA, e nosso processo refletirá isso daqui para frente”, afirmou.
Empresa também admite erro na moderação
Além de reconhecer o uso de IA, a D’Addario admitiu que errou ao moderar os comentários relacionados à polêmica.
Segundo a empresa, críticas legítimas não deveriam ter sido apagadas. A fabricante afirmou que pretende alterar sua política de moderação para permitir maior espaço ao feedback dos usuários, mantendo medidas contra ameaças, assédio e exposição de informações privadas.
“A música é feita por pessoas”, declarou a D’Addario, reforçando que sua missão é fornecer ferramentas para que músicos desenvolvam o próprio som.
O episódio coloca a fabricante no centro de uma discussão cada vez mais presente na indústria musical: até que ponto marcas podem utilizar inteligência artificial em conteúdos promocionais sem comprometer a relação de confiança com os músicos.
Para a D’Addario, a resposta agora passa por transparência. A empresa afirma que pretende conquistar novamente a confiança da comunidade por meio de mudanças em seus processos e maior clareza sobre a produção de seus conteúdos.





