O CEO da Fender, Edward “Bud” Cole, voltou a comentar sua visão sobre o uso da inteligência artificial na música após a repercussão gerada por declarações concedidas em maio deste ano. Em um novo posicionamento enviado à Fast Company, o executivo afirmou que suas palavras anteriores não transmitiram completamente sua perspectiva e reforçou que a música continuará sendo uma expressão essencialmente humana.
A manifestação acontece poucos meses depois de Cole comparar a IA ao aprendizado proporcionado por bandas cover, classificando esse processo como uma espécie de “inteligência artificial analógica”. A analogia dividiu opiniões entre músicos e profissionais da indústria.
Agora, o executivo procura deixar claro que jamais defendeu a substituição da criatividade humana pela tecnologia.
“Grandes canções nascem da vida das pessoas”
Segundo Bud Cole, a intenção sempre foi destacar o potencial da inteligência artificial como ferramenta de aprendizado e desenvolvimento artístico.
“Minha intenção era falar sobre como a tecnologia pode ajudar artistas e músicos a aprender e evoluir, mas percebi que não consegui transmitir essa perspectiva por completo.”
Na sequência, o CEO da Fender reforçou que a criação musical continua sendo inseparável da experiência humana.
“A música é uma experiência inerentemente humana, e grandes canções nascem da vida das pessoas, da sua energia criativa e das incontáveis horas dedicadas ao aprendizado de seus instrumentos. Isso é algo que nenhuma máquina jamais poderá replicar.”
Fender reconhece preocupações sobre inteligência artificial
Outro ponto importante do novo posicionamento foi o reconhecimento de que parte das críticas à IA é legítima.
Cole afirmou que o avanço da tecnologia precisa caminhar lado a lado com mecanismos que protejam os criadores.
“Muitas das preocupações que as pessoas têm sobre IA são reais. É preciso haver conversas sobre como avançar com a IA, protegendo os artistas e respeitando seu trabalho.”
Embora não tenha voltado diretamente à comparação feita anteriormente entre IA e bandas cover, o executivo reiterou que a tecnologia deve servir como apoio criativo, oferecendo novas possibilidades para músicos iniciantes e experientes explorarem suas próprias ideias.
IA como ferramenta, não como substituição
Na visão de Bud Cole, a inteligência artificial pode facilitar processos de estudo, experimentação e composição, mas não deve ocupar o espaço da criatividade humana.
O executivo concluiu sua declaração reforçando aquele que considera o princípio fundamental da criação musical:
“A música começa e termina com as pessoas. E sempre será assim.”
A nova manifestação aproxima o discurso da Fender de uma posição mais equilibrada em um debate que continua dividindo a indústria musical, especialmente diante do crescimento das ferramentas de IA voltadas para composição, produção e geração de conteúdo artístico.





