Lenny Kravitz nunca escondeu sua paixão por instrumentos antigos. Para ele, toda a evolução da tecnologia ainda não foi suficiente para mudar isso. Em entrevista à Guitar World, o músico explicou por que, apesar dos avanços impressionantes dos equipamentos modernos e das simulações digitais, o som vintage continua em outro patamar.
Questionado se conseguiria recriar hoje o timbre de seus discos clássicos usando tecnologia atual, Kravitz foi direto: “Não é a mesma coisa, cara. Realmente não é a mesma coisa. Eu faço testes A/B com tudo e, embora a tecnologia tenha avançado muito e algumas coisas cheguem bem perto, ainda não chegam perto o suficiente.”
Segundo o site Guitar.com, Kravitz crê que o segredo está no acúmulo de fatores impossíveis de copiar. “Existe o efeito de juntar uma coisa antiga com outra coisa vintage. Isso vai construindo um som que o equipamento moderno não consegue reproduzir. Basta olhar para guitarras antigas — a idade da madeira, sabe? É algo quase indefinível.”
Outros pontos de vista
O guitarrista Craig Ross, parceiro de longa data de Kravitz, concorda e aponta mudanças físicas reais nos instrumentos ao longo do tempo. “A madeira envelhece e seca; é quase como se houvesse algo no ar que deixasse uma marca sonora única. E os captadores das guitarras antigas também envelhecem de um jeito muito difícil de reproduzir.”
Nem todo mundo, porém, concorda com essa visão. O guitarrista Chris Buck lembra que idade não garante qualidade. “Não acredito que todo instrumento vintage seja ótimo, porque já toquei em alguns bem ruins. Há guitarras incríveis feitas depois de 2020 e outras dos anos 1960.” Para ele, o que vale mesmo é a conexão: “Pode ser uma Squier de US$ 300 ou uma Gibson de US$ 5 mil. Se fala com você, é a guitarra certa.”




