O guitarrista Zakk Wylde comentou sobre o uso de inteligência artificial na música e afirmou que a tecnologia pode ser interessante como ferramenta criativa, mas não substitui o pensamento artístico humano. A declaração foi feita durante um encontro público em Londres, ao abordar o crescimento de músicas e composições geradas por IA.
Segundo Wylde, sistemas de IA conseguem simular estilos, timbres e estruturas musicais conhecidas, mas não reproduzem decisões criativas reais. Para o músico, aquilo que surge da mente de artistas como Ozzy Osbourne carrega experiências, referências e escolhas que não podem ser convertidas em códigos ou padrões estatísticos.
IA como ferramenta, não como força criadora
Wylde explicou que a inteligência artificial funciona bem como exercício criativo ou curiosidade sonora. Ele citou exemplos de músicas geradas no estilo de bandas clássicas, que podem soar convincentes à primeira audição, mas carecem de intenção artística verdadeira.
Para o guitarrista, o diferencial da música não está apenas nas notas ou nos timbres, mas no contexto em que as decisões são tomadas. Elementos como erros, improvisos e reações emocionais fazem parte do processo criativo e não podem ser reproduzidos por algoritmos.
O papel da experiência humana
Ao mencionar Ozzy Osbourne, Wylde destacou que ideias musicais nascem de vivências pessoais, histórias e referências acumuladas ao longo de décadas. Segundo ele, a IA pode cruzar dados e replicar padrões, mas não cria algo novo a partir de experiência própria.
Wylde também afirmou que não vê a tecnologia como uma ameaça direta aos músicos, desde que seja encarada como apoio e não como substituição. Para ele, o risco surge quando a música passa a ser tratada apenas como produto técnico, e não como expressão artística.
Debate segue no mercado musical
As declarações de Zakk Wylde se somam a um debate cada vez mais presente na indústria musical. O avanço da IA tem levantado discussões sobre autoria, identidade sonora e o futuro do trabalho criativo, especialmente entre músicos, produtores e compositores.
Para Wylde, independentemente do avanço tecnológico, a música continua dependendo de escolhas humanas. Segundo ele, nenhuma ferramenta é capaz de substituir a mente criativa por trás de um riff, uma melodia ou uma letra.





