São Paulo recebeu, no dia 4 de agosto, mais uma edição do Michael Summit, evento que transforma instrumentos, música e experiência em um mesmo espaço. Realizado na Casa Rockambole, em Pinheiros, o encontro reuniu músicos, artistas, profissionais do mercado e apaixonados por instrumentos para uma programação que combinou performances, workshops, demonstrações e contato direto com o portfólio da marca.
Na terceira edição do evento, um dos grandes destaques ficou por conta de um instrumento que ainda nem chegou oficialmente ao mercado: o Raze BMR AC6, novo contrabaixo headless de seis cordas desenvolvido pela Michael em parceria com o baixista e compositor Adriano Campagnani.
O modelo foi apresentado ao público durante o Bass Show de Campagnani, que aproveitou a ocasião para mostrar na prática as possibilidades do novo instrumento. O momento marcou o pré-lançamento da primeira linha de instrumentos signature da Michael.
Raze BMR AC6: um headless de seis cordas desenvolvido com Adriano Campagnani

A proposta do Raze BMR AC6 nasceu de uma parceria construída ao longo de anos entre a Michael e Adriano Campagnani. Segundo o músico, o projeto foi resultado de uma relação iniciada em 2014 e de um processo de desenvolvimento baseado em diálogo e troca de experiências.
“O desenvolvimento de um instrumento Michael em parceria comigo nasceu da nossa relação duradoura desde 2014 e muito diálogo. É uma honra assinar um instrumento que supre todas as necessidades em um contrabaixo headless, extremamente versátil e fácil de transportar no avião”, contou Campagnani durante a apresentação.
A escolha do formato headless reforça justamente uma das características centrais do projeto: praticidade. Com seis cordas e proposta voltada à versatilidade, o Raze BMR AC6 busca combinar recursos para diferentes situações musicais com uma construção que facilita o transporte, algo especialmente relevante para músicos que vivem entre palcos, estúdios e viagens.
No Michael Summit, essa proposta pôde ser observada fora do papel. Com o próprio Campagnani tocando o instrumento, o público teve a oportunidade de ouvir o novo baixo em ação e conhecer mais de perto um projeto que ainda está em fase de pré-lançamento.
Primeiras impressões ao vivo
Apresentar um instrumento pela primeira vez diante de músicos cria uma dinâmica diferente de simplesmente colocá-lo em uma vitrine. No Summit, o Raze BMR AC6 foi mostrado dentro de um contexto musical, permitindo que o público percebesse sua proposta a partir da performance.
Esse tipo de experiência está no centro da própria ideia do evento. Em vez de apenas conhecer as especificações de um produto, os visitantes puderam observar instrumentos sendo utilizados por músicos e, posteriormente, experimentar diferentes modelos por conta própria.
O resultado é uma aproximação entre desenvolvimento, performance e usuário final, especialmente importante quando se trata de um instrumento que ainda será lançado oficialmente.
Michael Primevo também ganhou espaço
O Raze BMR AC6 não foi o único instrumento a chamar atenção durante o Summit. Na linha de cordas, outro destaque foi o Michael Primevo, uma das novidades recentes da marca no segmento de violões.
O modelo combina madeiras nobres com braço em Okoume, característica voltada ao conforto e à tocabilidade. O instrumento também conta com tensor Dual Action, recurso que permite maior precisão nos ajustes e contribui para uma regulagem adequada do braço.
A presença do Primevo ao lado do novo Raze reforçou a amplitude do atual portfólio da Michael, que vem ampliando suas opções para diferentes perfis de músicos e aplicações.
Um evento para colocar os instrumentos nas mãos dos músicos

A programação do Michael Summit começou às 13h, quando os visitantes puderam circular pelo espaço, testar guitarras, baixos e violões e conversar diretamente com especialistas e representantes da marca.
A experiência foi distribuída por diferentes ambientes da Casa Rockambole. Um deles foi a Drum Room, espaço com tratamento acústico dedicado às demonstrações de baterias.
Outro destaque foi o Play & Post, um mini palco criado para apresentações, produção de conteúdo e interação entre músicos, artistas e parceiros.
A proposta transformou o evento em uma espécie de laboratório musical, no qual o público podia alternar entre assistir a uma apresentação, conhecer um instrumento e testar diferentes equipamentos.
Música brasileira ocupou o palco principal
A programação artística reuniu músicos de diferentes segmentos e estilos da cena brasileira. Entre os nomes que passaram pelo palco principal estiveram Adal Fonseca, Leo Castro, Maurício Mendes, Dallton Santos, Bruno Ladislau, Ale Magno, Jean Gardinalli e Victor Franco.
O evento também contou com a participação especial de Vinicius Cantuária e convidados, responsáveis pela jam session que encerrou a programação principal.
Já o Play & Post recebeu apresentações de Adryan Ribeiro, Kelvin Oliveira, Lucas Alves e Hussein Haddad, ampliando a diversidade musical do Summit.
Mais do que funcionar como atrações independentes, as performances ajudaram a reforçar uma das características do evento: apresentar instrumentos e equipamentos dentro de situações musicais reais.
Experiência também fora do palco
O contato com os produtos foi acompanhado por outras atividades ao longo do dia. Além das demonstrações e apresentações, os participantes puderam conversar com especialistas, conhecer diferentes instrumentos do catálogo da Michael e participar de ações promocionais.
Entre elas esteve o sorteio de uma Vangart GMV200, além de uma caixa de bateria Power Gate Grafitii 1406.
A combinação de experiências práticas, apresentações e interação ajudou a criar um ambiente menos convencional para um lançamento de produtos. Em vez de concentrar a atenção exclusivamente em uma novidade, o Summit colocou diferentes instrumentos e músicos em circulação ao longo de todo o evento.
Um novo momento para a Michael
A terceira edição do Michael Summit também serviu para apresentar ao público uma marca em movimento. A ampliação do portfólio e o desenvolvimento de instrumentos voltados a diferentes necessidades musicais fazem parte de uma nova etapa da Michael, e o evento funcionou como uma espécie de vitrine dessa transformação.
Nesse cenário, o pré-lançamento do Raze BMR AC6 ganha um significado especial.
Ao desenvolver o instrumento em parceria com um músico como Adriano Campagnani e apresentá-lo ao público antes de sua chegada oficial ao mercado, a Michael aproxima duas pontas que nem sempre aparecem juntas: o desenvolvimento de um produto e sua utilização por quem efetivamente toca.
A experiência também reforça o papel do Michael Summit como ponto de encontro entre fabricantes, artistas e comunidade musical. Afinal, especificações técnicas podem explicar o que um instrumento oferece, mas é no contato com o músico que essas características começam a ganhar sentido.
E foi justamente essa combinação que marcou a edição de 2026: instrumentos novos, músicos em ação e um público convidado a não apenas olhar, mas experimentar.
O Raze BMR AC6 deixou o Summit como uma das grandes novidades do evento e agora aguarda sua chegada oficial ao mercado. Para quem acompanhou sua primeira apresentação, porém, o novo headless de seis cordas já mostrou ao vivo a proposta que pretende levar aos baixistas.
