Ele largou uma vaga conquistada em uma universidade federal, ouviu do pai que tinha apenas uma semana para começar a ganhar dinheiro com música e acabou se tornando um dos guitarristas mais respeitados do metal brasileiro.
Esse é apenas um dos momentos marcantes da entrevista de Roberto Barros para a Revista Guitarload nº 153, que chega como matéria de capa e mergulha na trajetória do músico conhecido pelo apelido de “Cyborg”.
Ao longo da conversa, Barros revisita desde o primeiro violão comprado para tocar pagode na garagem de um vizinho até as turnês com Edu Falaschi, as apresentações como solista ao lado do maestro João Carlos Martins e a recente mudança para os Estados Unidos.
“Meu pai me deu uma semana”
Um dos trechos mais fortes da entrevista acontece quando Roberto relembra a decisão que mudou sua vida.
Depois de passar em quinto lugar em um curso concorrido de Engenharia, ele decidiu abandonar a faculdade para estudar guitarra em São Paulo. A reação em casa foi imediata: seu pai estabeleceu um prazo de apenas sete dias para que o filho provasse que conseguiria viver de música.
A solução veio distribuindo panfletos e conquistando os primeiros alunos de guitarra, cobrando R$ 40 por mês. Foi o começo de uma carreira construída praticamente do zero.

A pesquisa que criou o “Cyborg”
Outro destaque da edição é a longa conversa sobre técnica de palhetada.
Roberto explica como desenvolveu, ao longo de décadas, uma pesquisa inspirada em métodos de estudo do violino e revela uma descoberta curiosa: segundo ele, o abafado perfeito em guitarras com distorção depende muito mais da mão esquerda do que da direita, contrariando uma ideia bastante difundida entre guitarristas.
Mais do que falar de velocidade, o músico defende um conceito que atravessa toda a entrevista: excelência.
“A velocidade é só consequência da busca por fazer o melhor possível”, resume.
O sonho agora é internacional
Depois de realizar boa parte dos objetivos que traçou no Brasil, Roberto inicia um novo capítulo vivendo nos Estados Unidos.
Na entrevista, ele conta que não se mudou com uma banda garantida, mas para estar próximo das oportunidades e disputar audições presenciais. O objetivo permanece claro: integrar uma grande banda internacional sem abandonar os projetos e as turnês no Brasil.
Além disso, ele atualiza o status de seu aguardado disco instrumental, revela detalhes da parceria com a Ormsby e fala sobre a guitarra de 27 casas que acabou inspirando uma linha signature da marca.






