Todo guitarrista já sonhou em encontrar seu maior ídolo nos bastidores de um show. Mikael Åkerfeldt levou essa ideia um pouco mais longe.
O líder do Opeth revelou que passou horas esperando Ritchie Blackmore nos bastidores do festival Rock the Coast, na Espanha, em 2019. O objetivo era simples: conseguir ao menos um aceno do lendário ex-guitarrista das bandas Rainbow e Deep Purple. A estratégia, porém, fez o próprio Åkerfeldt brincar que parecia “um perseguidor”.
“Eu estava sentado lá fora esperando por ele”
Em entrevista à Loudwire, Åkerfeldt contou que aceitou tocar no festival praticamente pelo mesmo motivo: Blackmore também estava escalado.
“Pensei que talvez conseguisse acenar para ele de longe. Não imaginava tirar foto ou apertar sua mão.”
Assim que chegou ao evento, o sueco se instalou do lado de fora do camarim da banda e ficou observando cada carro que entrava na área reservada.
“Eu olhava e pensava: ‘É ele? Não… é só o Judas Priest.’ Aí chegou outro carro e vi o Blackmore no banco de trás com a Candice Night. Meu Deus… era ele.”
O problema é que o guitarrista entrou em seu camarim e simplesmente nunca mais saiu antes do show.
Nem Jens Johansson quis arriscar
Åkerfeldt ainda tentou usar um contato em comum: o tecladista do Opeth, Jens Johansson, que já trabalhou com Yngwie Malmsteen e conhecia Blackmore.
A resposta foi curta.
“Nem pensar.”
A fama de Blackmore como alguém reservado e pouco interessado em confraternizações de bastidores fez Åkerfeldt desistir de qualquer tentativa de apresentação.
O humor de Blackmore quase virou problema
Pouco antes da apresentação do Rainbow, um promotor trouxe uma notícia preocupante.
Blackmore estava irritado porque seu camarim ficava muito próximo ao palco e o barulho da banda anterior atrapalhava sua preparação. Coincidentemente, essa banda era justamente o Opeth.
“Pensei: ‘Agora ele vai nos odiar mais do que qualquer outra banda’”, relembra Åkerfeldt.
O prêmio veio no fim da noite
Quando parecia que a missão havia fracassado, o técnico de guitarra de Blackmore fez um convite inesperado: assistir ao show ao lado do palco.
Era exatamente o que Åkerfeldt queria.
Mais do que observar os solos, ele queria ver como Blackmore caminhava, se movimentava e conduzia cada momento entre as músicas. Segundo o líder do Opeth, a execução de “Stargazer” foi tão emocionante que ele acabou perdendo o voo de volta na manhã seguinte.
“Foi um show fantástico. No final do solo, achei que ia chorar.”
Para quem passou horas esperando como um “stalker”, terminar a noite vendo seu maior herói a poucos metros de distância parece ter valido cada minuto.




