Billy Corgan é uma das referências quando o assunto é timbre de guitarra no rock alternativo. Entre fuzzes como o Big Muff e amplificadores valvulados potentes, o som do líder do Smashing Pumpkins influenciou gerações — mas, segundo ele, tudo começou de um jeito bem mais simples: com uma Stratocaster encontrada por acaso em uma loja.
Em entrevista recente, Corgan contou que não estava atrás de nenhum instrumento raro ou caríssimo quando buscava equipamentos para gravar dois dos discos mais marcantes dos anos 1990, Siamese Dream e Mellon Collie and the Infinite Sadness. Ele apenas entrou em uma loja de instrumentos e saiu com uma Fender que mudaria sua trajetória.
“A guitarra que mudou minha vida, pelo menos em termos de gravação, foi quando eu entrei numa Guitar Center um dia e, da parede, comprei uma Stratocaster reedição de 1957 com as especificações de Eric Clapton, incluindo captadores Lace Sensor”, disse o músico à Guitar World. “Ela era acessível o suficiente pra mim como músico em turnê, e virou a guitarra principal de Siamese e Mellon Collie, e lançou mil ‘navios’ de gente perseguindo aquele som.”
Os captadores Lace Sensor se tornaram peça-chave do timbre inicial do Smashing Pumpkins, oferecendo um som mais equilibrado e brilhante, diferente da “estridência clássica” associada a muitas Stratos tradicionais. Curiosamente, esse set não vinha como padrão em várias reedições da época, mas acabou instalado justamente no modelo que Corgan encontrou.
Uma nova guitarra?
Com o tempo, aquela Strat sunburst ganhou modificações e um visual icônico, sendo rebatizada pelos fãs como “Bat Strat”, por conta dos adesivos de morcego aplicados sobre o corpo repintado em prata. O instrumento aparece em diferentes fases da discografia da banda.
A experiência também moldou a filosofia do músico ao desenvolver seus modelos signature. “Eu não saí e comprei uma guitarra boutique de US$ 4.500. Eu comprei uma guitarra de produção numa parede, e ela se tornou supervaliosa na minha vida”, afirmou. “Eu não quero que isso fique fora do alcance de ninguém.”





